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Como desenvolver um novo hábito

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Mexer na rotina não é fácil. Ainda mais quando precisamos nos livrar de uma atividade a que estamos muito acostumados a repetir. Mas eis uma boa notícia: nosso cérebro é mais controlável do que imaginamos, e, com dedicação, você pode adestrá-lo como bem entender.

1) IDENTIFIQUE O HÁBITO QUE QUER TRANSFORMAR: escovar os dentes, ler o jornal, tomar café… Cerca de 40% do nosso dia é composto de hábitos. Isso é importante para que o cérebro possa entrar no piloto automático e economizar energia. Mas cabe a você julgar que hábito é bom e qual é nocivo a sua vida. Portanto, o primeiro passo é descobrir que atividades fazem parte dos seus 40% repetitivos e escolher o alvo pelo qual começar: qual hábito seu precisa ser mudado mais urgentemente?

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2) ENTENDA MELHOR COMO SEU ALVO FUNCIONA: não importa se você decidiu tomar menos café, parar de roer as unhas ou acordar mais cedo. Para mudar qualquer atividade, você precisa entrar nas suas engrenagens e entender muito bem seu mecanismo. Cientistas descobriram que qualquer hábito segue três estágios: a deixa, a rotina e a recompensa. Exemplificando: às 15h você fica entediado no trabalho, vai tomar um café e aproveita para bater um papinho com os colegas.

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3) ENGANE SEU CÉREBRO: a chave da mudança está no primeiro e no último estágio da atividade: a deixa e a recompensa. Tendo claro quando e como o hábito é disparado, prepare-se para colocar outra ação no lugar. Assim você evitará que seu cérebro entre no modo automático e repita o mesmo processo de sempre. Por exemplo, na hora do tédio, em vez de tomar café, coma uma fruta enquanto bate papo com os colegas. Se a recompensa for mesmo a companhia, o corpo esquecerá o café.

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4) ESTABELEÇA UMA META REALISTA: é importante considerar que a ação escolhida para substituir a rotina tem de ser possível e agradável. Se você é sedentário, por exemplo, antes de se propor a correr 5 quilômetros por dia, faça caminhadas duas vezes por semana. As trocas abruptas são mais difíceis de realizar e, portanto, as campeãs de desistência. E fique atento para as ciladas do seu cérebro. No começo, ele vai tentar te convencer a parar. Não é por mal… ele só quer poupar energia, lembra?

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5) CRIE ETAPAS, DÊ PRAZOS E GANHE PRÊMIOS: considerando que seu plano de mudança é ambicioso e que não será possível mudar radicalmente de uma só vez, estabeleça fases e dê um prazo a cada uma. Se atingir a meta na data prevista, você precisará se presentear com uma recompensa. Esse será o estímulo para enfrentar a próxima fase. É claro que a recompensa não pode ser o hábito que você está tentando abandonar, senão, em vez de esquecê-lo, você o exaltará ainda mais.

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6) LEMBRE-SE SEMPRE DA MUDANÇA: hábitos nunca desaparecem da nossa memória completamente. Mesmo que o cérebro tenha assimilado bem o novo comportamento, os padrões anteriores seguem vivos, apesar de adormecidos. Ou seja, é muito mais fácil retomar um velho hábito do que criar um novo. Portanto, lembre-se sempre das razões que a levaram a mudar. Para isso, guarde recordações da época da mudança, escreva recados para você mesmo e, se necessário, resgate-os.

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Publicado originalmente na Revista Sorria 43
Texto: Paula Semer
Ilustração: Niege Borges

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2 Comentários

  1. Daiana Huff disse:

    ótimo texto. Simples e muito bem explicado. Inclusive ajudou-me a abrir os olhos para coisas que eu já sei bem, compreendo da mesma forma, mas conseguirei utilizar exemplos de uma forma diferenciada me inspirando neste texto. Grata mais uma vez. Parabéns.

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