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Feliz de novo

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© Hulton Archive/Getty Images

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Alguns dos mais preciosos sorrisos de sua vida tomaram seu rosto de assalto em momentos aparentemente triviais. Quando a professora levava a turma para a praça e você passava a manhã inteira descendo pelo escorregador, nas tardes em que driblava baldes e marcava gols contra um goleiro invisível no muro do quintal, naqueles passeios de bicicleta sem compromisso com o tempo ou o destino, numa caminhada de mãos dadas até a confeitaria da esquina. O tempo muitas vezes quer nos enganar, fazendo acreditar que tais prazeres ficaram presos nas lembranças. Mas muitos deles dependem apenas de uma coisa para ser reeditados: sua disposição.

Algumas brincadeiras da infância dispensam acessórios. É só começar a cantar a adoleta do recreio e suas colegas de trabalho vão fazer coro, relembrando a coreografia. Logo você não vai se importar de realizar arqueologias mais complexas. Como revirar a locadora atrás daquele filme que o fez gargalhar com os colegas na tarde em que vocês deveriam estar fazendo a pesquisa de biologia, enfrentar filas de dobrar o quarteirão para não perder o show da sua banda preferida dos tempos da faculdade ou invadir o parquinho das crianças. Vai valer a pena. Voltar a fazer o que o divertia há 10, 30 ou 50 anos rejuvenesce mais do que o melhor antirrugas do mercado.

Texto de Dilson Branco, originalmente publicado na edição #8 da Revista Sorria. Para ler mais textos inspiradores como este, assine a Sorria. :)

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