As redes e as ruas mais coloridas

1ª Parada Virtual do Orgulho LGBT de São Paulo reuniu mais de 30 mil pessoas.

Créditos da imagem: Eduardo Pinheiro

O domingo (14) amanheceu com um belo arco-íris que se estendeu até às 22 horas. Com a necessidade de evitar aglomerações devido a pandemia do coronavírus, a parada do Orgulho LGBT+ foi realizada pela internet e acompanhada pelas redes sociais por milhares e milhares de brasileiros espalhados pelo país, que estão em isolamento social. Mais de trinta mil pessoas assistiram ao evento, com apresentações, shows e uma série de conversas que falavam sobre preconceito, diversidade e racismo.

Segundo o portal G1, a primeira parada virtual contou com apresentações de cantores como Daniela Mercury, Liniker, Mulher Pepita e Gloria Grooves. Artistas internacionais como a ex-spice girl Mel C e o cantor Ricky Martin também participaram com singelas mensagens gravadas e exibidas ao vivo pelos organizadores do evento. O evento realizou arrecadações para o projeto Rede Parada Pela Solidariedade, que proporciona ajuda para pessoas LGBT+, ciganos, índios e artistas circenses que se encontram em situação de vulnerabilidade em decorrência dos efeitos da pandemia.

Se você deseja fazer a sua doação para o projeto, você pode realizar a partir do aplicativo AME Digital, que está disponível nos sistemas iOS e Android. Você pode doar valores a partir de cinco reais. É só seguir em arrecadações e escolher o link “parada lgbt de sp“. Você também pode entrar em contato por e-mail.  Toda a arrecadação para o projeto Rede Parada Pela Solidariedade é revertida para a distribuição de cestas básicas, kits de higiene, escovas de dentes, barbeadores e máscaras de pano. Você pode conhecer mais sobre o projeto no site.

O tema da primeira parada virtual foi a defesa pela democracia. Em sintonia com os acontecimentos políticos do país, a presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT, Cláudia Garcia, falou sobre a escolha durante a abertura do evento.

“Estamos aqui com o mesmo recado, com o mesmo objetivo. Estamos ocupando os espaços de expressão. Por conta da pandemia é um espaço virtual, mas não deixa de ser um espaço que vai atingir milhões. O nosso tema esse ano é democracia. Vamos abrir essa parada fazendo milhões gritarem por democracia, gritarem por respeito, contra o racismo, contra o machismo, contra a LGBTfobia“, afirmou Claudia.

O prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas, participou da parada virtual por meio de um vídeo gravado em que agradecia os organizadores do movimento. As manifestações também coloriram as ruas, prédios e paredes da cidade. A Avenida Paulista recebeu projeção de luzes com as cores do arco-íris. Teatros e museus da capital também foram decorados com a bandeira símbolo do orgulho LGBT.

Em 2019, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo reuniu três milhões de pessoas na Avenida Paulista. Segundo o portal G1, a cidade recebeu pelo evento 651 mil turistas e movimentou R$ 403 milhões. Um levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Turismo mostra que a Parada de 2019 registrou aumento de 78% no número de visitantes em relação a 2017. A Parada presencial de 2020 ainda pode acontecer. Os organizadores pretendem realizar a parada presencial em 29 de novembro. Na semana que antecede a parada acontece o Prêmio Cidadania em Respeito a Diversidade e a Feira Cultural da Diversidade. Os planos podem ser mudados caso se mantenha as recomendações de saúde para evitar aglomerações devido a pandemia.

Assista a 1ª Parada Virtual do Orgulho LGBT de São Paulo:

Nós celebramos a democracia e defendemos a liberdade para amar e ser amado. Somos Livres e Iguais! Desenvolvemos um livro composto com 30 cartões destacáveis, ilustrados por artistas brasileiros engajados, acompanhados de textos que explicam cada um dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos de maneira didática. Temos a proposta de que mesmo pessoas que nunca tiveram contato com o tema possam entendê-lo e apropriar-se dele.

Vamos colorir o mundo com amor e liberdade em todos os dias? O que você acha? 🙂

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