A vitória das mulheres na Batalha dos Sexos

Ex-tenista Billie Jean King lutava pela igualdade de pagamentos no tênis.
A partida épica foi acompanhada por mais de 90 milhões de pessoas. 
Hoje, 12 das 15 atletas mais bem pagas do mundo são do esporte.

trecho do filme A Guerra dos Sexos – 2017

Não era apenas uma partida qualquer. O resultado daquele jogo poderia influenciar o futuro. Mais de 90 milhões de pessoas estavam com a expectativa pelo ponto que determinaria quem sairia com a vitória. A tenista Billie Jean King carregava o peso de representar milhares e milhares de mulheres que, todos os dias, escutavam que não eram aptas para praticar um esporte, que eram julgadas pelo corpo ou pela roupa que vestiam. Ela foi a protagonista em uma partida que ficou conhecida como a Batalha dos Sexos. Não por acaso. Billie Jean King lutava pelos direitos de uma atleta receber o mesmo que um homem em um mesmo esporte. Apesar das partidas femininas proporcionarem o mesmo público e renda que as masculinas, as atletas chegavam a receber menos de 1/8 do que os homens.

Os holofotes do mundo estavam voltados para a partida. A Batalha dos Sexos: Bobby Riggs x Billie Jean King. O jogo foi marcado no dia 20 de setembro de 1973. Mais de 30 mil pessoas acompanhavam o jogo pelas arquibancadas. Um jogo que ia muito além de um mero amistoso. 

trecho do filme A Guerra dos Sexos – 2017

Billie Jean King venceu a partida por três sets a zero. A vitória consolidou o tênis feminino e abriu as portas para mais mulheres praticarem o esporte e serem pagas igualmente pelo desempenho. “Isso é quem eu realmente sou, apenas lutando pelas pessoas. E, infelizmente, as mulheres têm tido menos. E nós somos consideradas menos. E então, para onde minhas atenções devem ir? Foi algo que… você tem que fazer. E aprender a se defender, ouvir sua própria voz. Você ouve as mesmas palavras aparecendo o tempo todo, e eu tenho muita sorte porque tive uma educação. E acho que se você pode ver, você pode ser, entende? Se você pode ver isso, você pode ser isso. Você observa a Pat (MItchell) e outras líderes, observe os palestrantes, a vocês mesmos, porque todo mundo pode fazer algo extraordinário”, disse Billie Jean King. 

Foi pela sua liderança e representatividade dentro e fora das quadras que nasceu a Federação de Tênis Feminino, (WTA), em 1973. O público se manteve fiel aos jogos realizados por mulheres, apesar das sucessivas tentativas de descredibilizar os eventos organizados pela WTA. Em seu TED, ela fala sobre o que a partida representava para ela. ˜Eu sabia que se tratava da mudança social. E ficava realmente nervosa sempre que anunciávamos isso, e sentia como se o mundo inteiro estivesse sobre meus ombros. E pensei: se eu perder, é retrocesso de 50 anos para as mulheres, no mínimo˜. E o adversário era, nada mais e nada menos do que Bobby Riggs, ex-número um do esporte.  

Entrevista de Billie Jean King à TED

Ela realmente fez algo extraordinário, que ainda hoje sentimos seus efeitos. Segundo a revista Forbes, 12 das 15 mulheres mais bem pagas no esporte são tenistas. Sendo que elas ocupam as onze primeiras posições. A primeira colocada, Serena Williams, recebeu 29.2 milhões de dólares em 2019. É um momento que existe graças a luta de tenistas no passado pelos direitos iguais no esporte.

Ainda sob holofotes, Billie Jean King descobriu que era lésbica e que, além disso, era homofóbica. Por causa da criação conservadora que recebeu dos seus pais, Billie levou décadas para se sentir confortável com si mesma. Foi apenas aos 51 anos de idade que ela enfrentou o medo de contar sua verdade e passou a aceitar quem era. Hoje, a ex-atleta se tornou uma ativista dos direitos LGBTQIA+ e insiste que todos devemos buscar amor-próprio para sermos vozes à frente do nosso tempo, capazes de abraçar minorias que buscam aceitação em um mundo ainda preconceituoso. 

˜Mas lembrem-se sempre, cada um de nós é um indivíduo, um ser humano com um coração batendo, que se importa e quer viver sua vida autêntica. Você não tem que concordar com alguém, mas todos têm a oportunidade. Acho que todos nós temos uma obrigação de continuar fazendo a roda girar, sempre˜, ressalta Billie.

Podemos manter a roda das oportunidades girando tomando conhecimento sobre a história e os feitos de mais mulheres inspiradoras que desafiavam os preconceitos e barreiras vigentes. A história da ex-tenista Billie Jean King e de mais mulheres inspiradoras protagonizam a nossa coleção Humanas: Mulheres que São a HIstória! 

A coleção Humanas: Mulheres que São a História apresenta um box com cartões comemorativos com retratos e mini biografias, e um livro-pôster para você decorar, presentear e empoderar outras mulheres. Cada cartão acompanha um envelope e, ao final do livro-pôster, uma moldura em branco te convida a escrever a história de uma mulher da sua vida que você admira – ou você mesma! Presenteie, inspire-se e reflita: de que jeito você pode fazer história hoje para transformar o mundo em um lugar melhor?

Podemos transformar o mundo em lugar melhor juntos! Juntos, nós realizamos uma doação que proporciona 2 horas de aula para mulheres via Instituto Rede Mulher Empreendedora, a primeira e maior rede de apoio à mulher empreendedora do Brasil. 

Você já conhecia Billie Jean King?
Qual é o esporte que tem mais disparidade de salários entre homens e mulheres?

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